sexta-feira, 10 de junho de 2016


Ministro vistoria obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco na PB

O objetivo é vistoriar o trabalho realizado nos dois eixos (Norte e Leste) do empreendimento, hoje com 87,4% das obras concluídas.

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 Por: Blog do Gordinho

helder-barbalhoO ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, faz uma visita técnica às obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, nesta sexta-feira (10) e sábado (11). O objetivo é vistoriar o trabalho realizado nos dois eixos (Norte e Leste) do empreendimento, hoje com 87,4% das obras concluídas. Nos dois dias de agenda, o ministro estará em três dos estados beneficiados pelo Projeto: Paraíba, Ceará e Pernambuco. O ministro atende a imprensa às 9 horas no aeroporto de Juazeiro do Norte, no Ceará.
O primeiro dia de agenda será dedicado ao Eixo Norte do Projeto, com visita a estruturas em São José de Piranhas (PB), Jati (CE) e Cabrobó (PE). O roteiro inclui um sobrevoo ao Cinturão das Águas do Ceará, obra associada ao Projeto São Francisco. No sábado, já no Eixo Leste, Helder Barbalho vistoria trechos do empreendimento em Monteiro (PB) e Floresta (PE) e sobrevoa as obras do Canal do Sertão Alagoano (AL).

segunda-feira, 6 de junho de 2016

6/6/2016 às 08h05 (Atualizado em 6/6/2016 às 12h18)

Novo vídeo traz mais provas de estupro coletivo no Rio

Gravação foi achada em celular de suspeito que dizia ter quebrado o aparelho 
Agência Estado
Jovem de 16 deixou o Rio de JaneiroWILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A jovem de 16 anos que foi vítima de estupro coletivo na semana retrasada, em uma comunidade no Rio, ficou cerca de 30 horas em poder de seus estupradores. Este intervalo foi revelado pela Polícia com base na análise de um novo vídeo do celular de Raí de Souza, preso da última segunda por ter participado do crime. As duas oportunidades em que a vítima foi violentada teriam sido, portanto, em dias diferentes.
As informações foram reveladas pelo Fantástico, da Rede Globo, na noite de domingo (5). Inicialmente, Souza havia dito à polícia que tinha destruído seu aparelho celular - mas na última sexta, investigadores localizaram o aparelho. No primeiro dos vídeos, a garota claramente é abusada e tenta reagir.
— Já está provado o crime de estupro. O desafio da polícia é provar a extensão desse crime.
Com as novas provas, os investigadores já conseguem montar uma cronologia dos fatos. As evidências são de que a jovem saiu de um baile funk com Souza, o jogador de futebol Lucas Perdomo e mais uma garota às 7 horas do dia 21 de maio, um sábado. Eles teriam consumido bebidas alcoólicas e drogas - maconha e cheirinho da loló. Foram então a uma casa abandonada do Morro do Barão, na zona oeste do Rio.
Três horas mais tarde, Raí, Lucas e a outra jovem saíram do local. Às 11 horas, a jovem que ficou estaria desacordada e teria sido retirada da casa pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, o Canário. Ele, que está foragido, teria sido o primeiro a estuprá-la. O estupro seguinte ocorreria na noite de domingo. Para a delegada, há provas de que pelo menos quatro abusaram sexualmente da menina.
— A gente tem a prova material que o Raphael, o Raí (Souza), o chamado Jefinho e o Moisés Lucena, o Canário, abusaram sexualmente dessa menina.
Os policiais acreditam que outros possam estar envolvidos. Entretanto, as últimas investigações não indicam o número inicialmente divulgado - 30. A polícia acredita que esse número era uma referência a uma letra de funk famosa na região.
Manifestações
Enquanto em todo o país ocorreram manifestações de apoio público à jovem violentada, na comunidade do Barão, moradores fizeram uma manifestação de apoio aos acusados. Pelo celular de Souza, a polícia descobriu áudios recebidos em que o chefe do tráfico da área mandava os moradores participar. "Mano mandou ir no protesto. Se não for, é com eles mesmo. Mano mandou ir no protesto", dizia a mensagem.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Salário mínimo em maio deveria ser de R$ 3.777,93, segundo Dieese

Do UOL, em São Paulo
Em maio, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ R$ 3.777,93. O valor é 4,29 vezes o salário em vigor, de R$ 880. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
O departamento divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. 
Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Em maio, o maior valor foi registrado em São Paulo (R$ 449,70).
A diferença entre o salário mínimo real e o necessário subiu de abril para maio. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$ 3.716,77 (4,22 vezes o salário mínimo)

Veja dez direitos básicos de todo trabalhador11 fotos

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Publicada em 1º de maio de 1943, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi criada para regular as relação trabalhistas no Brasil. Veja a seguir dez direitos garantidos a todos os trabalhadores:Imagem: Evelson de Freitas/Folhapress

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Michel Temer vai mostrar na segunda-feira balanço com rombo deixado por Dilma

Presidente em exercício quer justificar sacrifícios a serem tomados por causa de déficit fiscal que pode superar os R$ 150 bilhões.

temerAconselhado a mostrar resultados o mais rápido possível, o presidente em exercício Michel Temer vai apresentar na segunda­-feira um balanço de como encontrou as finanças do País, com os principais problemas da administração de Dilma Rousseff, e anunciará seu plano para sair do vermelho.

A ideia é transmitir a mensagem de que o governo funciona e não está paralisado como na gestão da presidente afastada. Além da proposta de revisão da meta fiscal que será enviada ao Congresso naquele dia, Temer e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Romero Jucá (Planejamento) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) farão uma prestação de contas sobre a situação herdada e o atual rombo, que pode ultrapassar R$ 150 bilhões.
A ofensiva de comunicação também tem o objetivo de deixar claro os motivos da mudança na meta e por que sacrifícios precisam ser feitos para ajustar as contas públicas. Embora aliados do governo tenham batizado esse inventário de “herança maldita”, Temer prefere não usar esta expressão.
“Não chamamos de herança maldita porque quem falava isso eram eles”, afirmou Geddel, numa referência ao termo usado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para citar os problemas deixados pelo antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso. Questionado sobre as dificuldades que o Palácio do Planalto terá para aprovar medidas amargas no Congresso, diante das brigas entre aliados do Centrão, o ministro tentou jogar água na fervura. “Esse é um governo de solução, sem intrigas nem futricas.
Aqui não tem centrão nem centrinho. Minha tarefa é construir consensos e administrar dissensos”, disse ele ao Estado. Prazo. A ordem de Temer é para que todos os ministérios façam um levantamento minucioso de dívidas, desvios e do que pode ser cortado em cada pasta.
Nem tudo ficará pronto em prazo tão escasso e mais adiante haverá um relatório maior sobre a herança recebida, para fazer um contraponto com Dilma. Na prática, o grupo do presidente em exercício quer passar a imagem de que o governo vai “falar menos e produzir mais”.
Dilma, porém, já prepara forte reação e está usando sua página no Facebook para que ministros de seu governo respondam às críticas feitas pela equipe de Temer. “Temos uma batalha a ser travada no Senado contra o impeachment e vamos defender o mandato da presidenta Dilma até o fim”, disse o ex­ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Silva.
“O PT governou o Brasil por 13 anos e formulou políticas públicas que continuam sendo referência não só aqui como no exterior.” O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou ter encontrado restos a pagar do ano passado de R$1,58 bilhão, além de R$ 236 milhões de dívidas vencidas na área de cultura.
Henrique Eduardo Alves, do Turismo, disse ter cancelado R$ 16 milhões reservados pelo antecessor Alessandro Teixeira – que ficou apenas 20 dias à frente da pasta – para obras de infraestrutura. Alves já havia sido titular do Turismo com Dilma, deixando o ministério quando o PMDB rompeu com o Planalto.
Ele cancelou também um edital de promoção do tour da tocha olímpica, de R$ 10 milhões, aprovado quando a chama percorria o País havia mais de uma semana. O dinheiro será usado para a campanha de publicidade dos Jogos.
Estadão

quinta-feira, 12 de maio de 2016


Afastada, Dilma mantém salário, Alvorada, avião e assessores

O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao final da votação onde 55 senadores votaram pelo afastamento de Dilma e 22 contra.


dilma


Mesmo com o afastamento consumado pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (12), a presidente Dilma continuará recebendo salário de R$ 31 mil. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao final da votação onde 55 senadores votaram pelo afastamento de Dilma e 22 contra.
Segundo Renan, a presidente continuará morando no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Também terá direito a transporte aéreo presidencial, equipe a serviço do gabinete pessoal, apoio à saúde, carros e motoristas.
De acordo com a legislação, Dilma ficará afastada do cargo por até 180 dias, período em que o julgamento definitivo deve ser realizado pelos senadores. Nesse intervalo de tempo, assume o vice-presidente Michel Temer.
A partir de agora, o julgamento será comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandoski. Sua presença no julgamento só é absolutamente necessária no dia da votação final. Mesmo que não haja uma definição em seis meses, Dilma retorna ao Planalto para esperar a decisão dos senadores. Acredita-se, portanto, que o futuro dela deve ser decidido antes do prazo protocolar.
Pela jurisprudência do STF, na ausência de Temer, quem assume o cargo é Renan Calheiros. Já que o atual presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), não é o titular do cargo.
Congresso em Foco

Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino

 Vice-presidente Michel Temer assume interinamente com a comunicação oficial a Dilma sobre o afastamento.

temer


O vice-presidente Michel Temer (PMDB) acaba de assinar a notificação de sua posse com presidente interino com o afastamento de Dilma Rousseff (PT) aprovado nesta quinta-feira (12) pelo Senado Federal. Temer publicou a foto assinando a notificação em sua conta no Twitter.
O Senado aceitou, no início da manhã desta quinta-feira (12), o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra. Dilma deixa a Presidência um ano e quatro meses depois de assumir seu segundo mandato.
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume interinamente com a comunicação oficial a Dilma sobre o afastamento. Ela assinou  o documento e foi obrigada a deixar o Planalto.
Dilma ficará oficialmente afastada do cargo por até 180 dias a partir da notificação da decisão do Senado. O processo no Senado, no entanto, pode acabar antes dos seis meses. Se for considerada culpada, ela sai do cargo definitivamente e fica inelegível por oito anos (não pode se candidatar a nenhum cargo público). Temer será o presidente até o fim de 2018. Se for inocentada, volta à Presidência.
temer - termo

Dilma recebe intimação e é oficialmente afastada da Presidência

O documento foi entregue pelo senador Vicentinho Alves (PR-TO) no Palácio do Planalto, cerca de quatro horas e meia depois do fim da votação que selou o afastamento de Dilma.


O documento foi entregue pelo senador Vicentinho Alves (PR-TO) no Palácio do Planalto, cerca de quatro horas e meia depois do fim da votação que selou o afastamento de Dilma.
A partir de agora, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assume interinamente o cargo de presidente.
Comissão Especial
Com a aprovação dos senadores, o processo volta para a Comissão Especial do Impeachment, instalada para debater o processo no Senado. A comissão começará a fase de instrução, coletando provas e ouvindo testemunhas de defesa e acusação. O objetivo é apurar se a presidenta cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos com créditos suplementares mesmo após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para revisão da meta fiscal, alterando a previsão de superávit para déficit. A comissão também irá investigar se o fato de o governo não ter repassado aos bancos públicos, dentro do prazo previsto, os recursos referentes ao pagamento de programas sociais, com a cobrança de juros por parte das instituições financeiras, caracteriza uma operação de crédito. Em caso positivo, isso também é considerado crime de responsabilidade com punição de perda de mandato.
Um novo parecer é elaborado em prazo de 10 dias pela comissão especial. O novo parecer é votado na comissão e, mais uma vez, independentemente do resultado, segue para plenário.
A comissão continuará sob comando do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e a relatoria com Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Embora o Senado não tenha prazo para concluir a instrução processual e julgar em definitivo a presidenta, os membros da comissão pretendem retomar os trabalhos em breve. A expectativa de Lira é que até sexta-feira (13) um rito da nova fase esteja definido, com um cronograma para os próximos passos.
Ele não sabe ainda se os senadores vão se reunir de segunda a sexta-feira, ou em dias específicos e nem se vão incluir na análise do processo outros fatos além dos que foram colocados na denúncia aceita pelo presidente da Câmara dos Deputados. A votação dos requerimentos para oitiva de testemunhas e juntada de documentos aos autos deve começar na próxima semana.
Presidente do STF
Nesta nova etapa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, passa a ser o presidente do processo, sendo também a última instância de recursos na Comissão Processante. “O processo volta para a comissão, sendo que a instância máxima será o presidente do STF. Se houver alguma questão de ordem que eu indeferir, o recurso será apresentado a ele. Ele passa a ser o presidente do julgamento do impeachment”, explicou o presidente da comissão especial, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).
Defesa
A presidenta poderá apresentar defesa em até 20 dias. A comissão especial pode interrogar a presidenta, que pode não comparecer ou não responder às perguntas formuladas.
Intervenção
Há a possibilidade de intervenção processual dos denunciantes e do denunciado. Ao fim, defesa e acusação têm prazo de 15 dias para alegações finais escritas.
Segunda votação em plenário
Depois que a comissão votar o novo parecer, o documento é lido em plenário, publicado no Diário do Senado e, em 48 horas, incluído na ordem do dia e votado pelos senadores. Para iniciar a sessão, são necessários mais da metade dos senadores (41 de 81). Para aprovação, o quórum mínimo é de mais da metade dos presentes.
Se o parecer é rejeitado, o processo é arquivado e a presidenta Dilma Rousseff reassume o cargo. Se o parecer é aprovado, o julgamento final é marcado.
Recursos
A presidente da República e os denunciantes são notificados da decisão (rejeição ou aprovação). Cabe recurso para o presidente do Supremo Tribunal Federal contra deliberações da Comissão Especial em qualquer fase do procedimento.
Decisão final
Na votação final no Senado, os parlamentares votam sim ou não ao questionamento do presidente do STF, que perguntará se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no exercício do mandato.
As partes poderão comparecer pessoalmente ou por intermédio de seus procuradores à votação. Para iniciar a sessão é necessário quórum de 41 dos 81 senadores. Para aprovar o impeachment é preciso maioria qualificada (dois terços dos senadores), o que equivale a 54 dos 81 possíveis votos.
Se for absolvida, Dilma Rousseff volta ao cargo e dá continuidade à sua gestão. Se for condenada, Dilma é destituída e fica inabilitada de exercer função pública por oito anos. Michel Temer, então, assume a presidência do país até o final do mandato, em dezembro de 2017.
Istoé